Animais

Polícia Ambiental fecha cativeiro ilegal, apreende cobras e descobre documentação falsa em Bady Bassitt

Como o macaco-prego já apresenta um alto grau de domesticação e está acostumado com o convívio humano, ele foi deixado provisoriamente sob a guarda da mulher até que a Justiça determine sua transferên


por Canal Dez
08/07/2026 às 15:08
Polícia Ambiental fecha cativeiro ilegal, apreende cobras e descobre documentação falsa em Bady Bassitt
Uma ação da Polícia Militar Ambiental desarticulou um esquema de tráfico de animais silvestres no município de Bady Bassitt, na região de São José do Rio Preto. Durante a fiscalização realizada na última terça-feira, dia 7 de julho, os policiais resgataram um macaco-prego mantido ilegalmente em cativeiro e apreenderam duas cobras exóticas. A operação teve início após as equipes receberem denúncias de que uma comerciante, de 38 anos, usava suas redes sociais para anunciar a venda de macacos.

Ao ser questionada pelos agentes sobre a procedência do primata, a mulher apresentou uma nota fiscal e um documento que trazia o timbre do Ibama, alegando ainda que o animal continha um microchip de identificação. No entanto, após uma verificação minuciosa, os policiais constataram que os documentos eram falsificados e que o macaco não possuía chip algum. Por manter o animal sem autorização, a comerciante recebeu uma multa administrativa de R$ 500. Como o macaco-prego já apresenta um alto grau de domesticação e está acostumado com o convívio humano, ele foi deixado provisoriamente sob a guarda da mulher até que a Justiça determine sua transferência para um centro de reabilitação focado na readaptação à natureza.

A vistoria no imóvel revelou ainda outras irregularidades. Os policiais encontraram duas serpentes da espécie corn snake, popularmente conhecida como cobra-do-milho, que são animais exóticos, inofensivos e sem veneno. O filho da comerciante, um estudante de 19 anos, assumiu a propriedade das cobras e foi autuado por introduzir fauna estrangeira no estado de São Paulo sem o parecer técnico dos órgãos responsáveis. As serpentes foram recolhidas e levadas para o Zoológico Municipal de Rio Preto.

Além dos animais, a denúncia original indicava que no local ocorria a venda de substâncias ilegais, o que levou os policiais a encontrarem uma pequena quantidade de anabolizantes e remédios para emagrecer. A comerciante afirmou que os anabolizantes eram para consumo próprio, enquanto seu marido, de 28 anos, assumiu ser o dono dos emagrecedores, alegando a mesma finalidade de uso pessoal. Diante de todas as constatações, os envolvidos foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil para o registro da ocorrência e abertura das investigações. Para cumprir as normas da legislação, a Polícia Ambiental não divulgou os nomes dos envolvidos.