Uma ação da Polícia Militar Ambiental desarticulou um esquema de tráfico de animais silvestres no município de Bady Bassitt, na região de São José do Rio Preto. Durante a fiscalização realizada na última terça-feira, dia 7 de julho, os policiais resgataram um macaco-prego mantido ilegalmente em cativeiro e apreenderam duas cobras exóticas. A operação teve início após as equipes receberem denúncias de que uma comerciante, de 38 anos, usava suas redes sociais para anunciar a venda de macacos.
Ao ser questionada pelos agentes sobre a procedência do primata, a mulher apresentou uma nota fiscal e um documento que trazia o timbre do Ibama, alegando ainda que o animal continha um microchip de identificação. No entanto, após uma verificação minuciosa, os policiais constataram que os documentos eram falsificados e que o macaco não possuía chip algum. Por manter o animal sem autorização, a comerciante recebeu uma multa administrativa de R$ 500. Como o macaco-prego já apresenta um alto grau de domesticação e está acostumado com o convívio humano, ele foi deixado provisoriamente sob a guarda da mulher até que a Justiça determine sua transferência para um centro de reabilitação focado na readaptação à natureza.
A vistoria no imóvel revelou ainda outras irregularidades. Os policiais encontraram duas serpentes da espécie corn snake, popularmente conhecida como cobra-do-milho, que são animais exóticos, inofensivos e sem veneno. O filho da comerciante, um estudante de 19 anos, assumiu a propriedade das cobras e foi autuado por introduzir fauna estrangeira no estado de São Paulo sem o parecer técnico dos órgãos responsáveis. As serpentes foram recolhidas e levadas para o Zoológico Municipal de Rio Preto.
Além dos animais, a denúncia original indicava que no local ocorria a venda de substâncias ilegais, o que levou os policiais a encontrarem uma pequena quantidade de anabolizantes e remédios para emagrecer. A comerciante afirmou que os anabolizantes eram para consumo próprio, enquanto seu marido, de 28 anos, assumiu ser o dono dos emagrecedores, alegando a mesma finalidade de uso pessoal. Diante de todas as constatações, os envolvidos foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil para o registro da ocorrência e abertura das investigações. Para cumprir as normas da legislação, a Polícia Ambiental não divulgou os nomes dos envolvidos.