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Desestatização da Sabesp inclui periferias e áreas rurais no mapa do saneamento e dobra número de famílias com desconto na conta

A inclusão é automática para os inscritos no CadÚnico ou que recebem o benefício do BPC, sem a necessidade de enviar documentos para a Sabesp.


por Canal Dez
16/06/2026 às 14:40
Desestatização da Sabesp inclui periferias e áreas rurais no mapa do saneamento e dobra número de famílias com desconto na conta
O processo de desestatização da Sabesp, realizado pelo Governo de São Paulo em 2024, trouxe uma mudança histórica para a população mais vulnerável do estado. Pela primeira vez, os moradores de periferias, favelas e da zona rural foram incluídos de forma oficial nos planos de saneamento básico. No modelo de contrato anterior, os investimentos em água e esgoto eram restritos apenas a bairros urbanizados ou que estivessem em processo de regularização legal. Essa barreira burocrática deixava as comunidades carentes e os trabalhadores do campo completamente à margem dos serviços. Com a mudança na gestão e a antecipação das metas de universalização de 2033 para 2029, a companhia iniciou um censo detalhado para mapear essas localidades esquecidas e avançar com as obras em todo o território paulista.

A nova configuração do serviço também abriu as portas para um crescimento recorde nos investimentos públicos. Livre das amarras estatais, a Sabesp injetou R$ 15,2 bilhões em obras de infraestrutura, um valor impressionante que representa um salto de 120% em comparação aos R$ 6,9 bilhões aplicados no ano anterior à privatização. Parte expressiva desse montante já começou a se transformar em melhorias práticas. Na favela de Paraisópolis, a segunda maior da capital paulista, os operários trabalham na instalação de uma grande rede de tubulações e coletores que vai recolher o esgoto da comunidade e direcioná-lo para a estação de tratamento de Barueri, beneficiando 87 mil pessoas. Além disso, os técnicos estão enfrentando as dificuldades geográficas do local para fazer mais de 6 mil novas ligações de água tratada diretamente nas casas dos moradores de áreas de difícil acesso, com previsão de entrega definitiva para março de 2027.

Para além das escavações e encanamentos, a privatização trouxe um alívio financeiro imediato para as famílias de baixa renda por meio da ampliação da Tarifa Social Paulista. O programa, que concede descontos generosos de até 78% na conta mensal, viu o seu número de beneficiários dobrar no estado após o novo contrato, saltando de 2,98 milhões para 6 milhões de pessoas atendidas. Na Grande São Paulo, o alcance social subiu de 2,57 milhões para 4,5 milhões de cidadãos contemplados. O desconto é dividido em três categorias: a faixa “Vulnerável” dá 78% de abatimento para quem tem renda por pessoa de até um quarto de salário mínimo; a “Social I” garante 72% para quem ganha até meio salário mínimo, desempregados e beneficiários do BPC; e a “Social II” dá 50% de desconto para moradores de bairros informais ainda não regularizados. A inclusão é automática para os inscritos no CadÚnico ou que recebem o benefício do BPC, sem a necessidade de enviar documentos para a Sabesp.

Para garantir que a população consiga acompanhar de perto o andamento desse pacote de investimentos, o governo estadual monitora os trabalhos através do projeto Na Rota da Água. Essa iniciativa fiscaliza e dá transparência para mais de 1,1 mil frentes de obras que estão ativas simultaneamente em diversas cidades do estado. O cronograma já acumula resultados práticos e entregas importantes saindo do papel, como a expansão do saneamento básico nos municípios de Itapecerica da Serra, Embu das Artes e Embu-Guaçu. Os moradores da Grande São Paulo também começaram a colher os frutos desse avanço com a inauguração de duas novas Estações de Tratamento de Esgoto instaladas em Caieiras e Franco da Rocha, além de um moderno sistema de esgotamento sanitário que beneficia diretamente a cidade de Francisco Morato.