O Governo de São Paulo vai dar a largada, no dia 1º de julho, na segunda edição da Pesquisa Estadual de Bem-estar Animal. A iniciativa é coordenada pela Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil) e pretende ouvir todas as 645 cidades paulistas. O grande objetivo do levantamento é recolher dados atualizados e detalhados que sirvam de base para a criação de políticas públicas mais eficientes de proteção, saúde e controle da população de bichos de estimação em todo o estado.
Para esta nova etapa, o questionário enviado às prefeituras foi totalmente reformulado, tornando-se mais simples de preencher e muito mais completo. As perguntas vão cobrir diversos temas importantes do dia a dia das cidades, como a estrutura disponível para a realização de castrações, a qualidade do atendimento veterinário público e como funciona a fiscalização de denúncias de maus-tratos. O estudo também vai investigar o trabalho das ONGs locais, os abrigos para animais resgatados, as campanhas de adoção responsável, o orçamento que cada prefeitura destina para a causa e as leis específicas de cada município. Além disso, a pesquisa abordará os desafios da chamada saúde única, conceito que entende que a saúde dos animais, dos seres humanos e do meio ambiente estão totalmente interligadas.
Os municípios paulistas terão até o dia 15 de agosto para enviar as suas respostas. De acordo com a diretora de Bem-estar Animal da Semil, Karen Camargo, esse diagnóstico detalhado é fundamental porque cada cidade enfrenta problemas e realidades muito particulares. Com as informações em mãos, o governo estadual conseguirá identificar as principais carências de cada região, enviar recursos financeiros de forma mais inteligente e apoiar os prefeitos de maneira estratégica. Os dados coletados também vão ajudar a melhorar projetos estaduais que já estão funcionando, como os programas Meu Pet e Pro Pet SP.
A primeira edição do levantamento, realizada ao longo de 2024, funcionou como um ponto de partida pioneiro e contou com as respostas de 151 municípios. Aquela pesquisa inicial revelou dados importantes, como o fato de que pouco mais de 62% das cidades participantes já ofereciam serviços fixos de castração e que 75% tinham veterinários contratados para atender cães e gatos. Por outro lado, o estudo também acendeu um alerta ao apontar que quase metade dos municípios sofria com casos de pessoas que acumulam animais de forma doentia. Naquela ocasião, menos de um quarto das prefeituras tinha dados sobre a quantidade de bichos que viviam abandonados nas ruas, o que reforçou a necessidade de realizar esta nova pesquisa, mais ampla e profunda, para proteger os animais com mais precisão.