Os boatos sobre uma possÃvel venda do Clube Atlético Votuporanguense (CAV) ou, no pior dos cenários, o encerramento total de suas atividades a partir de 2027 mexeram com a cidade de Votuporanga. O assunto dominou as rodas de conversa no municÃpio, mobilizando lideranças polÃticas e empresariais. Em entrevistas coletadas pela imprensa local, o diagnóstico foi unânime: a cidade não pode se dar ao luxo de perder o seu principal patrimônio esportivo, mas precisa urgentemente dividir a conta para mantê-lo vivo.
Atualmente, o peso financeiro para manter a equipe disputando campeonatos profissionais recai quase que inteiramente sobre as costas de apenas dois empresários, Helton Borges e Roberto Beleza, descritos pela comunidade como verdadeiros heróis. O ex-prefeito Juninho Marão, um dos fundadores da atual fase do clube, pediu cautela e sugeriu uma força-tarefa que reúna a Federação Paulista de Futebol, a torcida, o poder público e o comércio local para encontrar uma saÃda viável. Segundo ele, o CAV ultrapassou as barreiras dos gramados e se tornou um patrimônio de toda a região noroeste paulista.
O apelo por união também foi reforçado pelo empresário Valmir Dornelas, do Grupo Ville Gramadão. Ele relembrou o papel do time em projetar o nome de Votuporanga nacionalmente, como ocorreu durante as participações na Copa do Brasil, além de destacar a Arena PlÃnio Marin como um dos principais espaços de lazer e entretenimento da população, sempre com grandes públicos. Para Dornelas, a classe empresarial local precisa dar as mãos aos atuais donos para aliviar os altos custos e garantir a sustentabilidade do projeto.
O medo de entregar a gestão do time para parceiros errados também preocupa quem vive o dia a dia do clube. O secretário municipal de Esportes e Lazer, Marcello Stringari, que já presidiu o CAV, esclareceu que o time não está fechando as portas imediatamente, mas sim abrindo espaço para novos investidores de confiança que queiram somar forças com a atual diretoria. O deputado estadual Carlão Pignatari endossou o discurso, reforçando que o Alvinegro gera empregos e movimenta o comércio da cidade, tornando injusto que apenas duas pessoas paguem a conta dessa estrutura sozinhos.
O prefeito Jorge Seba também se manifestou sobre a crise, defendendo uma reflexão coletiva urgente. Ele pontuou que o sucesso do Votuporanguense sempre foi fruto de uma somatória de forças entre patrocinadores, poder público e a comunidade que enxerga o esporte como uma ferramenta de transformação social. Confiante no diálogo, o chefe do Executivo garantiu que a prefeitura acompanhará os desdobramentos para ajudar a construir alternativas que preservem a história e a continuidade do clube nos próximos anos.