Fernandópolis abriga um patrimônio artÃstico e cultural que carrega um valor simbólico e histórico significativo: a OSFER - Orquestra de Sopros de Fernandópolis.
Por meio da Lei nº 3.470, de 18 de maio de 2009, o municÃpio reconheceu oficialmente a Orquestra de Sopros como patrimônio artÃstico e cultural, consolidando sua relevância para a formação cultural da cidade. O tombamento representa não apenas a valorização de um grupo musical, mas o reconhecimento de uma trajetória construÃda ao longo de décadas por músicos, maestros e alunos que ajudaram a formar gerações.
A Orquestra de Sopros de Fernandópolis integra a estrutura da Corporação Musical de Fernandópolis, uma associação civil sem fins lucrativos fundada em 20 de outubro de 1970. Declarada de utilidade pública pela Lei Municipal nº 125, de 05 de abril de 1971, a instituição foi reconhecida como patrimônio artÃstico e cultural em 2009, reforçando sua relevância histórica e cultural para o municÃpio.
Com sede em espaço cedido pela Prefeitura de Fernandópolis, ao lado do "Mercadão Municipal", a Corporação mantém um núcleo de ensino estruturado, voltado à educação musical e à formação de instrumentistas, oferecendo gratuitamente atividades a crianças, adolescentes e adultos. Além da iniciação, a instituição também atua na formação, aperfeiçoamento e qualificação profissional, aliando ensino técnico a ações socioeducativas.
O ambiente de aprendizado é orientado pela diversidade e pelo acesso democrático à cultura, promovendo tanto a Música Popular Brasileira quanto o repertório erudito, sem qualquer distinção de credo, cor, nacionalidade ou sexo. Trata-se de um espaço onde a música é vivenciada como linguagem universal e ferramenta de inclusão.
Dentro dessa estrutura, a Corporação organiza seus alunos em diferentes nÃveis de prática coletiva. São três orquestras de sopros: a Orquestra do Futuro (nÃvel iniciante), a Orquestra do Amanhã (nÃvel intermediário) e a Orquestra de Sopros de Fernandópolis (OSFER), que representa o estágio mais avançado de formação.
Além disso, os alunos têm acesso a uma ampla variedade de instrumentos. Na musicalização infantil, iniciam com a flauta doce. Em seguida, podem avançar para instrumentos da famÃlia das madeiras, como flauta transversal, clarinete e saxofone; dos metais, como trompete, trombone, trompa, bombardino e tuba; e também para as cordas friccionadas, como violino, viola de arco, violoncelo e contrabaixo acústico.
O reconhecimento como patrimônio cultural reforça a compreensão de que a música, além de expressão artÃstica, é também um elemento estruturante da identidade local. A Orquestra de Sopros representa a continuidade de um legado que envolve educação, disciplina, sensibilidade e convivência coletiva.
Mais do que um tÃtulo formal, o tombamento é um convite à valorização, lembrando que a cidade já possui, em seu próprio território, uma riqueza cultural viva, acessÃvel e em constante construção.
Cultura NotÃcia
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