Projetos de extensão universitária vêm consolidando o Museu de Paleontologia de Fernandópolis como um importante centro de inovação, produção de conhecimento e avanço da ciência, unindo ensino, tecnologia e pesquisa em benefício de toda a região.
Exemplo concreto dessa proposta é o projeto de extensão universitária “Atividades de extensão em um museu de dinossauros”, atualmente em seu segundo ano de execução nas dependências do Museu de Paleontologia de Fernandópolis, promovendo avanços tecnológicos e importantes ferramentas de gestão.
Entre os participantes do projeto está Paulo Vitor Mazuque Lima, aluno da cidade de Votuporanga, discente bolsista do curso de Bacharelado em Sistemas de Informação do Instituto Federal de São Paulo (IFSP) – Câmpus Votuporanga. O estudante vem se destacando pelo excelente trabalho técnico desenvolvido em favor do museu, demonstrando competência, dedicação e aplicação prática do conhecimento universitário em benefício da região.
A iniciativa é coordenada pelo professor Dr. Carlos Eduardo Maia de Oliveira (Cadu), curador do museu e referência nacional na área da paleontologia. Também colaboram voluntariamente especialistas de importantes instituições brasileiras: Me. Felipe Alves Elias, representando o Museu de Zoologia da USP, e Prof. Dr. Rodrigo Miloni Santucci, da Universidade de Brasília.
Como resultado direto do projeto, foi desenvolvido por Paulo Vitor um moderno sistema digital que representa grande avanço administrativo e operacional para o museu. A plataforma facilita de forma significativa o controle de visitas agendadas, permitindo registrar escolas, faculdades, entidades e grupos em geral, com data, período, número de participantes e responsável.
Além disso, o sistema tornou muito mais eficiente a contabilização do número de visitantes recebidos pelo museu, incluindo também o fluxo espontâneo de pessoas que visitam o espaço sem agendamento prévio. Isso permite um retrato fiel do alcance social e turístico do equipamento cultural.
Outro grande benefício é a geração de relatórios detalhados e estratégicos, com informações sobre cidades de origem dos visitantes, faixas etárias e tipos de instituições atendidas. Esses dados auxiliam diretamente no planejamento de ações futuras, tomada de decisões e fortalecimento de políticas públicas ligadas à cultura, turismo e educação.
O sistema também organiza o acervo digital do museu, catalogando peças paleontológicas com fotos e vídeos, o que facilita o trabalho de curadores e pesquisadores. Para os visitantes, foi implantado ainda o acesso a conteúdos complementares por QR Code, oferecendo uma experiência moderna, interativa e educativa.
A Secretaria Municipal de Cultura e Turismo de Fernandópolis reforça que o Museu de Paleontologia permanece aberto para novos projetos de extensão, parcerias com instituições de ensino e iniciativas sérias que contribuam para o aprendizado, a pesquisa, a inovação e o desenvolvimento científico.