Antecedendo a Copa do Mundo, a coluna trará matérias sobre os possíveis protagonistas do mundial.
O futebol tem sido e continuará a ser uma paixão eloquente onde quer que seja praticado, embora as disparidades entre as equipes sejam cada vez mais visíveis, com o predomínio de grandes potências econômicas em detrimento da maioria.
Algumas equipes têm se beneficiado mais do que outras devido aos grandes investimentos de empresários, magnatas, líderes e governantes (sheiks), que procuram, nesse esporte, expandir sua influência e obter maior visibilidade para seus países de origem. No entanto, não gostaria de entrar no mérito dessa questão.
É impressionante deparar-se com equipes ou seleções com menor poder aquisitivo que, de maneira alguma, utilizam essas limitações como desculpa em suas atuações. Como é gratificante assistir aos jogos das seleções africanas, que conseguem transformar um esporte tão competitivo em uma grande festa. Isso torna o futebol ainda mais apaixonante e emocionante.
A seleção da Noruega participou das Copas do Mundo de 1938, 1994 e 1998, obtendo sua melhor campanha em 1998, na França, quando terminou na 17ª posição entre os 32 participantes. Atualmente, ocupa a 32ª colocação no ranking da FIFA.
Com a ampliação para 48 seleções na Copa do Mundo de 2026, a Noruega estará no Grupo I, ao lado de França e Senegal. A quarta integrante será definida na repescagem intercontinental entre Bolívia, Suriname ou Iraque.
Caso não houvesse esse aumento no número de vagas, as dificuldades de classificação dos noruegueses provavelmente seriam evidentes, algo muito triste para quem admira artilheiros fenomenais.
Nesse país viking, sem muita tradição no futebol, um jovem atacante tem atraído a atenção de esportistas do mundo inteiro: Erling Braut Haaland, nascido em Leeds, na Inglaterra, filho de norueguês e com nacionalidade norueguesa. Aos 25 anos, foi revelado pelo Bryne e teve passagem pelo Molde, da Noruega, sendo contratado pelo Red Bull Salzburg, da Áustria, em 2019. Posteriormente, atuou pelo Borussia Dortmund e, atualmente, defende o Manchester City.
Haaland, em 383 jogos pelos clubes, marcou 308 gols e, pela Noruega, soma 55 gols em 48 partidas. Realmente é um fenômeno. Sem contar os recordes do norueguês: na Liga dos Campeões, em 56 jogos, alcançou a incrível marca de 56 gols.
Não sou favorável ao inchaço de clubes na Taça Libertadores e, agora, na Copa do Mundo, pois isso reflete na qualidade das competições. Contudo, se não houvesse o aumento de seleções na Copa de 2026, talvez o fenômeno viking tivesse de se nacionalizar por outro país para participar da competição.