Por Gil Cipriano - Gil Acervo Esportivo
O futebol que desbravou fronteiras, paralisou guerras, uniu pessoas mesmo com a devastação do seu país por fenômenos climáticos e por lutos, muitas vezes caminhou junto a etnias e religiões. Apesar de tanta superação advinda da paixão dos seus praticantes e admiradores, atualmente não consegue se blindar perante a modernidade que é essencial para o auxílio de trabalhos longevos, evitar contusões, consolidar técnicas apuradas, mas uma coisa é fato, não pode acabar com o romantismo.
O campeonato brasileiro mais importante do país e entre os mais equilibrados do planeta, pois, de 2015 a 2024 em dez anos de competições, tivemos cinco campeões diferentes, representando três estados, São Paulo seis conquistas, Rio de Janeiro três títulos e Minas Gerais um título.
Domínio absurdo do eixo Rio-São Paulo em detrimento as demais equipes do país, pior, os gaúchos sempre adversários temidos e guerreiros vivem um jejum sem fim, o Internacional por 45 anos e o Grêmio há 28 anos sem conquistar a competição.
É fato que após as competições tornaram mais rentáveis para os cofres dos clubes, grande parte das equipes tem priorizado os campeonatos como Copa do Brasil, mais curta e credencia o campeão para a disputa da Libertadores, sempre foi a queridinha do continente devido o campeão disputar a competição intercontinental e ultimamente tornou com uma premiação muito atrativa.
E o torcedor diante desta nova tendência, será que concorda com esse conceito adotado pelos clubes?
Simultaneamente a essa situação, surgiu o novo agravante a “estrangeirização” do nosso futebol. A cada temporada desembarcam em nosso país os gringos, não só da América Latina mais de várias partes do continente.
Para alguns clubes ficou bem cômodo, negociar as revelações por valores astronômicos para o mercado internacional sem que essas promessas tenham nenhuma identificação com os clubes formadores. E por valores menores buscam ou tentam buscarem soluções no mercado latino, geralmente por jogadores de segundo escalão, nem sempre dá certo mais tem sido a grande estratégia.
Vamos ver até quando possa durar essa total dependência do mercado internacional, para tentar sanar as situações financeiras de grandes partes dos nossos clubes.